segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Eu, eu mesma e eu de novo...

Eu tenho medo de altura, eu tenho pavor de ficar em um ambiente totalmente black out, e a pior das fobias: tenho pavor de ambientes completamente fechados.
Eu amo chocolate, adoro balas, chips, pipocas, sorvete, petit gateau, e tudo o que é doce (até rapadura que eu detestava, aprendi a gostar por conta da anemia e agora eu adoro! kkkkk).
Adoro sopa requentada, sempre acho que o jantar é melhor do que o almoço, não gosto muito de frango (tenho nojo, só como o que minha mãe faz ou de algum lugar de muuuita procedência), minha carne favorita é carne moída, adoro jiló com fígado, só não pode ser acebolado, porque odeiooooo cebola (seja frita, cozida, batida, assada, triturada, eca!), mas amo alho em todos os temperos.
Tenho o riso fácil, qualquer bobagenziha me faz rir demais (olha aí meu lado muito infantil! rs) e tenho o choro mais fácil ainda. Choro de alegria, de tristeza, de medo, de ansiedade, de angústia, de emoção de pena. Enfim, eu choro tanto, que realmente tenho medo de algum dia minhas lágrimas secarem.
Sou impulsiva, quando vi, já fui lá e fiz ou falei. Costumo me arrepender caso magoe alguém, mas se for uma verdade, não estou nem aí, eu falo mesmo e não me preocupo com o que vão pensar.
Não escondo de ninguém que sou uma serva fiel do meu Senhor Jesus, que O tenho como meu único e suficiente Salvador, e tenho certeza (pelo sopro do Espírito Santo) que a graça de Deus está sobre mim e terei a eternidade ao lado de Deus. Mas nem por isso me permito ser uma pessoa bitolada, que "demoniza" atitudes muitas vezes culturais, como por exemplo dançar, beber um bom vinho ou até um copinho de cerveja (apesar de que não bebo nada, mal, mal, refrigerante. Só suco e água). Mas não condeno quem o faz de forma consciente, pois imagino que essas pessoas estão usurfruíndo do livre arbítrio que Deus nos deu, e que, tudo que é feito com moderação e sem causar escândalo, não desagrada a Deus.
Sou formada em História, acho esse curso o mais interessante de todos, mas traz consigo algumas "penalidades" que são para os fortes, como dar aulas por exemplo. Sou professora, concursada, mas já lecionei também na rede privada. Estressei, não quero por um bom tempo lecionar em escolas particulares e até mesmo em meu cargo público estou de licença médica, devido a alguns percalços inerentes à profissão. Mas já adianto que o que menos me estressa dentro de uma escola são os alunos. Mantenho uma relação cordial e amigável com todos eles e nuna tive sérios problemas com a garotada.
Sou ingênua, acredito nas pessoas, no que elas contam e dizem fazer. Sendo assim, vivo "caíndo do cavalo", pois esse mundo não está para ingênuos não. É um mundo cão, a volta do Códido de Hamurabi "olho por olho, dente por dente".
Tenho sérios problemas com agulhas. Sejam elas de injeções, vacinas ou soro. E com sangue também. Já perdi a conta de quantas vezes já desmaiei e bati a cabeça por conta de um mini corte que sangrou... Já desmaiei na rua, na casa de amigos, em cursinho, no ambiente profissional. Já até aviso a galera: " Segura aí gente, vou desamiar, e puff!"... É puff, porque na maior parte das vezes as "gracinhas" que estavam ao meu lado não acreditaram e me deixaram cair no chão, batendo a cabeça... ah, isso já perdi a conta de quantas vezes aconteceu.
Não sei (e não gosto) de cozinhar. Até que se for para fazer algo diferente uma vez ao ano, eu topo... mas a comidiha do dia-a-dia essa eu não faço. Isso explica eu ter 5 anos e 3 meses de casada e só ter trocado o bojão de gá uma única vez. Gosto de casa limpíssima e arrumada. Sou dessas de afofar almofadas e deixar a cama estendida como camareira faz. Mas tudo o que provém da cozinha, eu só sirvo para comer. Então eu tenho um pacto de convivência social: cada um lava imediatamente o que sujou para não acumular pia cheia para ninguém. Eu uso luvas para qualquer serviço doméstico, e por isso acho que o dono da fábrica de luvas deveria me conhecer e valorizar, porque dou muuuito lucro por lá.
Quando não estou dirigindo, tenho um lugar certo no carro, que se não for na frente, ao lado do meu marido, só serve no canto direito do banco de trás.
Sou vaidosa com moderação. Não sou de comprar roupas e mais roupas, tenho um fraco por sapatos e bolsas (mas ainda assim me controlo.). Prefiro investir esse dinheiro em lugares agradáveis, pois amo viajar, passear, etc.
Sou adepta dos "cara lavada" e cabelos que secam ao vento. Só uso maquiagem em ocasiões epeciais e meu cabelo também só passa perto de algum secador, mousse, difusor e etc nessas mesmas circunstências. No dia a dia é só um batom e cabelos que secam naturalmente (lavo todos os dias).
Mas abro exceção para um certo ponto na minha vaidade: sou apaixonada por cremes hidratantes (faciais, corporais, para as mãos, para os pés) e faço um ritual de cremes após os banhos. Também não me imagino pisando na rua sem brincos. 
Sou ansiosa, falo demais da conta, gosto de "debates", argumentos. Não suporto gente sonsa, que tem preguiça até para abrir a boca. Adoro um telefone, e por isso sofro horrores quando a conta chega! kkk.
Não gosto de hipocrisia, não gosto de gente interesseira e não julgo mais pela aparência (é, confesso que já fiz muito isso e quebrei a cara!).
Tenho muita facilidade de me comunicar com pessoas, inclusive com quem não tenho muita intimidade, mas sou fechada em relação às amizades. Seleciono muito e nunca acreditei nessas amizades que de um dia para o outro uma é "linda" a outra "querida" a outra "amiga". Isso é pântano. Amizade para mim, vem com o tempo, convivência, afinidades, admiração, lealdade, querer bem. E isso leva algum tempo para se firmar... não é um castelo de areia que se derruba com qualquer onda mais forte. Tenho amigos, mas são pouquíssimos. Agora, colegas, conhecidos, simpatizantes, ah, isso eu tenho aos montes e me divirto demaaaais com essa galera também.
Sou casada mas ainda não tenho filhos. Não pretendo demorar, pois já estou na fase de ficar toda boba quando vejo nenens. Como será o parto é algo que só Deus sabe, pois tenho pavor à dor, à injeção e à sangue. Então, conto com o amor, bondade e misericórdia divina! kkkkkkk.. Sei de duas coisas: quando tiver meu baby, será o (a) mais amado do mundo, mais paparicado, mais apertado, mas beijado... e será cruzeirense, porque desde cedo ele (ela) vai aprender o que é bom.
Leio a bíblia diariamente, faço minhas orações, canto louvores e tenho tentado deixar Jesus no controle do meu barco, porque muitas vezes eu quis assumir e fui para a direção errada.
Sei que tenho o gênio difícil, sou manhosa, mimada, quando quero eu quero e pronto, tenho dificuldades para aceitar os 'nãos" da vida (culpa do meu paizinho, que até hoje não sabe essa palavra 'NÃO', e portanto até hoje faz tudo o que peço! Ah, podem condená-lo, mas eu o defenderei até a morte, porque é a pessoa do coração mais gigante do mundo!).
Sou cheia de nostalgias, melancólica, me magoou fácil, mas perdoou fácil também. Sinto saudades da minha infância e acho essa vida de adulto muito chata, cheia de responsabilidades, formalidades, etc. Gosto de admirar as crianças e a sinceridade dos seus olhares..
Bom, poderia ficar falando sobre mim por horas a fio, mas vou parar AGORA sabe porque? Esse post foi o mais inútil que já escrevi até hoje! kkkkkkkkkkkkkkk.. Bem assim parecido quando você ouve falar que a atriz fulana de tal comeu camarão na praia. Você deve está pensando: e eu com isso tudo? O que me interessa qualquer coisa que foi escrita até aqui? E você está certo(a): NADA. Escrevi coisas absolutamente por falta do que fazer e falta de sono...
Mas se você leu até aqui, pelo menos pode ter certeza de uma coisa: você já sabe 1% da minha pessoa!

Bjs,

Fê

OBS: o próximo post será de número 100! Aceito sugestões de temas, perguntas e etc! Porque o post 100 não pode ser essa bobajada escrita acima né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A vontade de Deus...

                                                           

Hoje eu já sei que o que vou escrever, não vai "traduzir" o que estou sentindo. Não vai "entregar" os meus reais sentimentos. Eu tenho passado por uma situação difícil, em relação à minha saúde, e isso advem da minha profissão. Eu não sei porque, tenho um sério problema em relação à uma determinada "fatia" da minha profissão, coisa que era pequena e que ao poucos foi crescendo, aumentando de tal forma, que tomou conta do meu emocional e de repente, como consequência, da minha saúde física.
Agora que está se aproximando o momento crucial, onde turmas e turnos são escolhidos, através de critérios determinados pelo sistema, a minha angústia chega ao auge.
Eu não sei até quando consiguirei conviver com essa situação todo final de ano. Passar as férias sob tensão. Isso me faz muito, mas muito mal, tanto emocinalmente quanto fisicamente.
Diante da situação que trouxe novas regras, onde, apesar de concursada, estabilizada, eu não tenho direitos à escolhas, as coisas pioraram. E diante dos meus olhos encontra-se o impossível. E é aí que agora, com toda força do meu coração, entra a fé. O teste de fé. Esse "teste" consiste em permanecer sóbria,calma, firme, esperando o impossível. Sim, porque essa palavra existe para mim, mas não para Deus. "Impossível" para mim, tem um significado. Para Deus, não existe. E me apegando à essa certeza de que para Deus não há impossível, eu vou esperar, confiando na boa, perfeita e agradável vontade de Deus sob minha vida.  E pedir um coração grato, sensível à vontade soberana do Senhor da minha vida, e que Ele, me ajude e me dê forças para aceitar o que eu não puder mudar e me dê saúde para agir aonde Ele me colocar.
"Deus, faz-me entender teu querer na minha vida e amar-te cada dia mais".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Palavras ao vento...

Olá gente! Espero que esse início de ano esteja legal para todos! Eu, felizmente, estou bem mais tranquila.
Me lembro de ter escrito um post, que falava do poder das palavras. E hoje gostaria de refletir novamente sobre isso. Nossa, a gente não imagina a força que as palavras têm. De repente a gente sai falando coisas por aí, sem darmos conta de como soarão aos ouvidos alheios. Muitas vezes falamos o que queremos, sem nos preocuparmos com as pessoas, se elas se sentirão ofendidas, magoadas, tristes. 
E como nada nesse mundo é absoluto, o inverso em relação às palavras também procede. Com palavras podemos resgatar a "vida" de alguém, podemos confortar corações, podemos arrancar gargalhadas, podemos fazer com que alguém perceba que tem valor.
Mas uma coisa é certa: depois de proferidas, as palavras já não nos pertencem. Depois que elas saeem de nossas bocas, já não somos mais donos(as) delas e aí é tarde demais. Palavras não podem ser soltas ao vento, sem rumo e sem direção, porque elas, de alguma forma, em um dos sentidos, acabará acertando alguém.
Estou escrevendo isso porque eu já senti na pele o poder da palavra. Bastou uma única palavra para que eu sentisse o chão se abrir aos meus pés. Palavra totalmente desconectada, totalemnte em vão, mas que serviu para acertar o alvo do meu coração em cheio. E uma única palavra, proferida por uma pessoa com a qual eu não tenho a menor intimidade, com quem meu contato foi mínimo e totalmente superficial, me abalou. Eu não deveria ter dado importâmcia, afinal, a pessoa que falou, não tem significado ou importâcia nenhuma na minha vida, mas o tom, a maldade, a ironia com essa única palavra foi dita, me derrubou. Por algum tempo. Porque logo pessoas que realmente têm importâcia em minha vida, pessoas que me conhecem, que fazem parte do meu convívio, me disseram coisas bonitas, agradáeis, consoladoras, e apaziguaram meu coração.
Bom, eu só escrevi isso porque eu sempre soube dos "estragos" que as palavras podem fazer. Mas eu nunca tinha me sentido tão atingida como ocorreu. 
A pessoa? Continua sendo completamente estranha no meu mundo, na minha vida, eu só lembro que existe porque resolvi escrever isso aqui. Caso contrário, eu nunca mais me lembraria, como vou fazer questão de esquecer assim que terminar esse post.
Espero que sejamos sábios ao abrir a nossa boca para falarmos quaquer coisa, a quem quer que seja. Que pensemos bem antes de jogar a palavra ao vento e a partir daí, não ter mais domínio sobre elas. Normalmente falamos aquilo do que  nosso coração está cheio. Se estiver cheio de Deus, de alegria, de amor, de bondade, podemos falar à vontade. Agora, se houver amargura, inveja, ciúmes, egoísmo, maldade, deboche, nesse caso, deixe que o silêncio "fale" por você.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Daqui para frente...

                                                                                                              

..."Daqui pra frente, tudo vai ser diferente.."

"Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio."

 "Vamos brincar de imaginar um mundo diferente?
As pessoas deixam de ser coisas e passam a ser gente!"

 "Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."


Bom, primeiro post de 2012! Muita coisa vai mudar. Muitos sonhos para sonhar. Muitas pessoas para amar. Algumas pessoas para desapegar. Quero uma mudança externa e interna. Se for preciso, vou me reinventar. O que permanecerá igual é a minha total depedencia da graça de Deus. Eu sei que o fato de começar um novo ano não muda em nada. Quem vai mudar sou eu. E com a minha mudança tudo será diferente...


Bjs,


Fê

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012!

                                                               

 Oiêêê!!! Estamos a um passo de um novo ano. Um ciclo que se fecha para o inicio de outro. Nada de anormal, de espetacular, de milagroso. Quero viver esse ano de 2012 de forma extremamente natural. Porque eu sei, que as coisas não mudarão da água para o vinho, que tudo se transformará como em um passe de mágica pelo simples fato de fecharmos os 365 dias de um período e iniciarmos outro (dessa vez com 366 dias!).
Sendo assim, não vou criar grandes expectativas, não vou dizer que sonharei coisas novas (porque os sonhos ainda não realizados continuam sendo sonhos), nem que tudo será diferente. Tudo será exatamente igual se a mudança não partir do meu coração. A mudança de um ano para outro, não significa nada em termos de perspectivas e expectativas. Elas continuarão as mesmas, pois se tivessem que mudar, provavelmente teria acontecido no ano que se passou.
É bom todo esse "clima" de ano novo. É bom pensar que teremos energia renovada, que teremos novo vigor, que as coisas ruins ficarão para trás e que da noite para o dia tudo será diferente. Mas melhor ainda é manter os pés no chão e não nos deixarmos nos levar por toda essa "propaganda glamurosa" que faz com que pensemos que realmente, "daí pra frente, tudo vai ser diferente".
Desculpe se esse post é frustrante ou parece pessimista. Não é a intenção. A vontade é de realmente não embarcar numa "onda" de promessas e expectativas e se decepcionar.
Eu tenho muita história para contar sobre 2011. Normal. Muitos momentos de alegria, lágrimas, euforia, decepção,medo, gargalhadas, apreensão. Coisas, que, creio eu, todos devem passar. Afinal, como já falei em um outro post, ninguém passa por tantas rosas sem às vezes esbarrar em espinhos.
Não vou falar dos meus momentos de 2011. Os mais próximos sabem que definitivamente, passei por tudo citado, mas esse ano aconteceram coisas, digamos, mais "tensas", porque se referem à minha saúde. E quando se fala em saúde, se fala praticamente de tudo. Pois com saúde temos e podemos tudo. Graças ao meu bom Deus, a pior parte, o "susto", já passou. Estou num momento "observação" e está indo tudo muito bem. Ainda estou afastada do trabalho, sinto falta da minha rotina, mas de certa forma, a gente se adapta fácil à determinada situações. No meu caso, ficar em casa me recuperando, não é necessariamente um problema. Digamos que estou até gostando da idéia (kkkkkkk, brincadeira). Mas realmente não é um problema. É uma nova rotina e que como tudo nessa vida, nos traz prós e contras. E de uma forma geral, esse momento "sabático" tem me trazido mais benefícios. Enfim, eu tenho muitas histórias, boas e nem tão boas para falar de 2011. Assim como todo mundo. E espero que 2012 não seja diferente. Sei que não adianta eu me iludir e querer somente coisas boas, pois esse mundo não está fácil, a vida não é fácil para ninguém, e sei também que muitas coisas boas estão por vir, muitas realizações, muitos sorrisos e gargalhadas. Minha saúde se Deus quiser é daqui para melhor e algumas coisas que até então eram sonhos, Deus acabou de realizar da forma mais eficiente do mundo, como só Ele sabe fazer.
Desejo a todos um feliz 2012, um ano sem anormalidades, muita fé em Deus, pois com Ele na direção seguimos sempre em frente, chutamos as pedras do caminho, e se o obstáculo for muito grande, ah, pode ter certeza que ele nos carregará e firmará nossos pés em solo seguro!

Bjs e boas festas (queridos amigos, amigos, colegas, conhecidos, simpatizantes, curiosos... kkkkkkkkkkkk)

Fê

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

E eu escrevo...

                                                   


Oi genteee! Nossa, eu sinto tanta falta de escreve no meu espacinho, de escrever por escrever... Eu compartilho sem nenhuma pretensão. Lógico que fico feliz quando alguém emite alguma opinião (seja elogio, crítica, observação, sei lá, qualquer coisa), porque aí eu sinto que de alguma forma estou, de fato, interagindo "virtualmente".
Eu escrevo tanto aqui, e logicamente, que muuuitas coisas eu não publico, ficam salvas no meu arquivo, porque podem ser pensamentos que chocariam muita gente, de repente pela sinceridade (e eu tenho aprendido a controlar a minha, pois como ouvi em uma pregação, ninguém tem que ser sinceramente grosseiro). Então, existem dias ou horas dessa vida, que a vontade é de extrapolar qualquer limite, mas como apesar de não ser politicamente correta e (detestar isso), eu tenho educação (acreditem, meus pais fizeram de tudo para me tornar um ser humano legal, gentil, generoso, atencioso, que observa as regras de convivência social, que tem valores, etc... kkkkkkkkkk), eu tenho meus momentos "monstros". Onde eu esqueço todo esse alicerce educacional que recebi em casa, e quero me desprender de qualquer convenção, pragmatismo, regras. E então, eu preciso escrever. Já que não posso colocar a cabeça na janela e gritar o que estou pensando, já que não posso chutar as paredes (é, eu moro em apartamento, isso incomodaria muito meus vizinhos-rá!) , já que eu não posso pegar alguém e socar (já estive perto disso, mas me contive, claaaro), já que não tenho o direito de despejar nada na cabeça de ninguém, principalmente do meu querido esposo, que sempre é a pessoa mais próxima (coitado! kkkk), eu, nesses rompantes, corro para escrever. Eu não tenho um diário real, mas tenho esse espaço que faz às vezes de um, e é aqui que desmorono, que desabafo, que abro completamente o meu coração. E isso SEMPRE me faz muito bem. Depois de escrever coisas que prefiro não publicar, eu me sinto mais leve, mais compreendida, mais racional. Consigo enxergar possíveis soluções, exageros, enfim, dá uma esfriada legal na "cuca".
Desde que criei esse blog, ele tem sido um companheiro constante. Muitas vezes, como disse, que só me "escuta" e deixa eu extrapolar o quanto eu quiser. Antes dele, eu escrevia também. Pegava um papel, escrevia tudo, muitas vezes manchando o papel com lágrimas de tristeza, raiva, alegrias... mas depois de ler mais uma vez (e tinha o mesmo efeito de me "esfriar a cuca") eu rasgava e jogava fora. Porque eram coisas tão minhas, e a partir do momento em que eram "palpáveis", me representavam um perigo.
Com o blg não. Eu escrevo o que quero, publico o que acho que deve ser publicado e o restante, arquivado, me parece um "livro de aprendizagem". Poderia se ter vários nomes como: "Como aprender com a própria vida".. ou " Aprenda com seus erros".. ou  " Vivendo e aprendendo".. ou " Tudo passa" ou "Calma, amanhã melhora (ou piora kkkk)".
Enfim, eu leio e releio certos posts, e através disso eu vejo o quanto as coisas mudam, o quanto tudo é muito efêmero, ou o quanto me desesperei à toa, ou o quanto fui  injustiçada, ou o quanto eu fui boba, ou o quanto eu fiz bobagens, ou o quanto eu falei demais, ou o quanto eu me calei na hora errada, e assim por diante.
Eu penso, penso, penso, minha mente é um turbilhão de pensamentos sem fim. Eu sou a própria "fantástico mundo de Bob", lembram? Minha mente é fértil, eu não paro de pensar, de indagar, de querer saber o por quê, de indignar, de protestar, de tentar solucionar, planejar.. Daí eu ser tão ansiosa. Na verdade, a ansiedade em pessoa. E muito pouca gente me compreender. E eu compreender muito pouco esse mundo e essa gente resignada. Escrever é minha válvula de escape. Eu NECESSITO disso. Quem me conhece sabe que falo mais do que pobre na chuva. Desculpa aí gente, mas é que eu não paro de reparar, observar, querer entender. E mesmo através do silêncio eu falo. Com os olhos. Eu não sei fingir. Meu olhar me entrega no ato. Quem me conhece sabe decifrar meu momentâneo sentimento ou (in) satisfação com algo ou alguém. Não tem jeito. Eu sou esse livro aberto... mas com algumas páginas faltando... porque essas, só eu e Deus sabemos.
Eu ainda postarei o último texto do ano 2011. Mas já deixo registrado agora, que tudo o que postei, expressei e publiquei esse ano eu assino embaixo. Eu fui o tempo todo, extremamente fiel aos meus sentimentos. Seja num post feliz ou em algum carregado de melancolia e tristeza. Inclusive nos de indignações e reclamações. Eu fui sincera comigo o tempo todo. Porque eu nunca postei para agradar ou para alguém ler. TODOS os posts foram para mim. Para atender essa urgência e necessidade que tenho de libertar meus sentimentos.

Bjs,

Fê

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sem "efeito natalino"

Bom, como muitos sabem, esse ano devido à diversas circunstâncias, eu não me empolguei nada, nada com a chegada do final do ano e suas festas e confraternizações. Nem mesmo com o natal. Não quis participar de amigos-ocultos, não me empenhei em organizar o tradicional "encontro das amigas" (as "amigas" sabem quem são e sabem o quanto esse nosso encontro de fim de ano é importante!). Não quis ir a shoppings, não escolhi presentes (nem para mim e nem para ninguém... aliás, só para mãe e pai... pobres Andrei, Tiago, Lígia, faxineira... e outros.. rs rs rs... mas prometi que em janeiro EU COMPRO TÁ? PROMETIDO!!!). Não planejei viagens... Enfim, não me mexi, não me movi para nada que se aproximasse de festas... O estranho, é que justamente esse ano, onde vivi coisas que prefiro não comentar (ou deixar para um próximo post), foi o ano em que mais senti o cuidado de Deus sobre minha vida. É incrível, pode parecer mentira, mas TUDO, absolutamente TUDO o que ansiou o meu coração em termos materiais, Deus me concedeu. Tudo o que seria possível um pai fazer para agradar sua filha materialmente, Deus fez por mim. Não só por mim, mas por meu esposo também. Nesse sentido, eu teria todos os motivos do mundo para só comemorar e agradecer.
Bom, quanto ao agradecimento, eu nunca deixei de fazê-lo, pois sei o valor da gratidão e sei reconhecer qualquer benção recebida. Agora, quanto ao comemorar, estranhamente eu até comemorei e vibrei, mas momentaneamente. Porque o meu coração, a minha alma, o profundo do meu ser, aquilo que não é carnal, aquilo que não é material, a minha essência, estava (está) abalada. Triste. Angustiada. Em tratamento. Eu sei que vai passar, mas por enquanto a realidade é essa e eu já decidi não ter medo ou vergonha de expor. Não há essa necessidade, tendo em vista que quem está nesse mundo não caminha por entre as rosas sem às vezes se esbarrar em espinhos.
Entretanto, hoje em especial, uma alegria e paz muito grande invadem meu coração e pensamento, porque, tudo o que passamos nessa vida serve para tirarmos lições. E a maior delas, que eu quero comentar aqui, é justamente a respeito do natal. Eu sei que é um momento de união, confraternização, abraços, alegrias, fartura de comidas, presentes, etc, mas provavelmente, devido à minha falta de graça esse ano, eu consegui perceber essa data de uma maneira mais intensa, e, sem dúvida mais interessante. Eu percebi que a cidade pode ficar mais bela, as pessoas mais receptivas e solidárias, mas que isso é uma espécie de "efeito natalino" que desperta em cada um. No meu caso, como esse "efeito" não despertou esse ano, eu fiquei a refletir sobre a bobagem que é essa solidariedade, esse amor ao próximo, essa vontade de ajudar os outros, essa esperança de um mundo mais justo e etc, que passam pela cabeça da grande maioria das pessoas justamente nessa época. Tudo isso me soou hipócrita, porque esse "efeito" é uma obrigação, é quase um mandamento, e que deveríamos senti-los durante todo o ano, todo o tempo. Para que ajudar um necessitado com um "cesta de natal" e em janeiro não estar nem aí se esse necessitado continua precisando de ajuda? Pra que abraçar, beijar, pessoas pelas quais você nem nutre tanto afeto, se em janeiro, de repente, vocês se olharam rapidamente e talvez saia um "sorriso amarelo"?  
Eu nunca mais quero sentir "efeitos natalinos". Eu quero realmente ser uma pessoa que pensa, age, vive dessa forma em todo o tempo, com qualquer pessoa, em qualquer lugar.
E para finalizar, e onde exponho a parte mais importante de tudo o que eu quis dizer até agora, é o fato de que, por não estar sob "efeito natalino", eu pude realmente perceber o total e real sentido dessa simbólica data. Eu pude refletir com todo o tempo possível, a importância do nascimento de Jesus. Eu consegui me abster de qualquer materialismo comum à essa época e me deter somente no propósito de Deus com o nascimento de Cristo. No quanto isso mudou o rumo e o sentido da humanidade. No quanto houve amor, bondade, misericórdia de Deus para com suas criaturas, que a partir de então, passaram a ser filhos.
Sei que quase toda a humanidade comemora sim,  o nascimento de Jesus. Mas imagino que muitas vezes isso também parte do "efeito natalino". Não há uma verdadeira reflexão para perceber o quão extraordinário e maravilhoso é isso! Como esse fato é mais do que suficiente para nos deixar com vontade de festejar ainda que o coração não esteja voltado para festas. 
Esse "presente" que Deus nos deu, já dispensa qualquer outro tipo de "festejo", como comidas, presentes, abraços. Afinal, a festa não é nossa. Nós simplesmente temos que festejar o maior fenômeno do mundo. E percebendo isso de uma forma mais profunda, foi o suficiente para eu me sentir inserida em todas as festas, todos os jantares e ceias, todos os presentes, com toda a alegria da minha alma, por pela primeira vez, me desprender de tudo o que é carnal nesse dia e ter o real sentimento do sentido dessa data. 
Saber que o nascimento do Salvador é o que realmente traz a real alegria, a real paz, a real vontade de estourar fogos de artifícios, simplesmente pelo fato de sentir todos os sentimentos que a maioria da humanidade sente nessa data, porém sem estar nem um pouquinho sob o "efeito natalino". FELIZ NATAL!

"Disse-lhes o anjo: " Não temais, eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Jesus Cristo, o Senhor"  (Lucas 2:10-11).

A música abaixo é maravilhosa e é o que meu coração canta agora: "Vim para adorar-te"
                                                           
    
Bjs,

Fê
                                                            

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não é para enteder II

Chorei? Sim chorei... Muito? Bom, aí depende da percepção... quem me conhece poderia dizer que não, afinal, chorar não é algo difícil ou incomum para mim. Sou manteiga derretida meessmooo... Dessas que choram em filmes, em formaturas, casamentos, com e por amigos, por alegrias e tristezas. Tenho o choro solto. Mas meu riso é solto também. Eu sorrio e acho graça em coisas simples, aparentemente bobas... meio "boba-alegre". Quando junto com as amigas então... é muita risada.. Tem dias de choro. E dias de alegria. Essa é a minha e a sua vida... Ontem precisei "me pedir" para não chorar tanto... Hoje meu coração transborda de alegria e gratidão. Não sou de esconder sentimentos. De ninguém. Não vejo vantagem ou desvantagem nisso. Não preciso provar o tempo todo, que sou feliz, sorridente, inabalável... E nem que sou uma vítima desse "mundo cruel".. Eu sou eu e pronto... sem máscaras. 
E se ontem meu coração chorou, hoje ele está rindo à toa...

Deus obrigada por eu saber a dor e a delícia de ser quem eu sou. E em cada momento, seja no vale, seja em festa, o Senhor JAMAIS me desamparou!

Ontem me dediquei um post porque precisava dele. E somente eu me dedicaria.
Hoje me dedico novamente. Mas o contexto é outro... externar alegria e felicidade... Hoje tenho a risada mais gostosa e acho sim, que a vida pode ser maravilhosaaaa!!!

Nada como um dia após outro (com uma noite bem dormida nomeio!)

Bjs, 

Fê


                                                               

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Não é para entender... hoje é só meu...

Eu quero dedicar um post a mim mesma. Estranho? Talvez... mas eu ouço, leio, entendo, hoje é para mim. Quem não vai nos decepcionar? Somos todos humanos e podemos magoar até mesmo pessoas queridas. Como nosso(a) melhor amigo(a). Ou vice-versa. A gente ser magoado. Mas como não perdoar um amigo(a) arrependido(a), que depois de te falar e fazer sofrer e chorar horrores, te liga 3 minutos depois, chorando muito, porque soube o que fez. Se arrependeu de verdade. Implora pelo seu perdão?
Quem nunca brigou com o(a) melhor amigo(a)? Eu! Porque eu não briguei... eu só ouvi.... incrédula mas ouvi. E não tive nem tempo de falar nada, primeiro porque naquele instante minha mente não teve condições de formular nada a ser dito. Segundo porque nem deu tempo. Terceiro porque sou uma manteiga derretida e sabia que se abrisse a boca não sairia palavras, só choro.
Mas o perdão foi pedido com toda a sinceridade de um amigo(a). Com toda a angústia por medo de ser negado. Aos prantos. Conseguia chorar mais do que eu. E era meu (minha) amigo(a). De verdade, de alma. Amigo(a) que vira irmão(ã). Eu sabia (sei) dos problemas que tem enfrentado. Eu jamais negaria esse perdão. Nem se fosse para alguém nem tão amigo(a) assim. Imagine para o meu(minha) melhor.
Mas mesmo com tudo resolvido, mesmo perdoando com toda a minha sinceridade e carinho, eu ainda choro. Não em lágrimas escorrendo pelos olhos, mas por um aperto no coração por ter vivenciado esse momento. Eu não queria nunca. Mas fazer o que? Quase nada é como a gente quer. E somos falhos. Todos nós. Eu então, nossa, nem falo nada.  Está totalmente perdoado(a) tá? Do fundo do meu coração. Queria estar perto de você e te dar um abraço, poder resolver parte dos seus problemas, mas como não posso, eu empresto meu ombro amigo, meus ouvidos, faço até brigadeiro para te alegrar. Mas só hoje, juro que só hoje, eu precisava que alguém me dedicasse esse post. Como eu sei que isso não vai acontecer, eu o dedico a mim mesma. E somos para sempre. E para sempre não tem fim. Te adoro do fundo do meu coração. Eu sei quem você é, sei do seu melhor. Nunca deixaria de te perdoar. É verdadeira e para sempre... Bjs! Fê


                                          

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Por Ti eu vivo...

"Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva, fará descer, como outrora, a chuva temporã e serôdia.
As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo.
Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.
Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado.
Sabereis que estou no meio de Israel e que eu sou o Senhor, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado."

Joel 2:23-27


"Deus, firme está o meu coração, firme nas promessas do Senhor , eu continuo olhando para Ti, e assim eu sei que posso prosseguir... E mesmo quando tudo não vai bem, eu continuo olhando para Ti..."

Como seria sem o Senhor? Não seria.. Minha fé, minhas forças, minha esperança estão depositados aos pés da cruz. Eu espero em Ti, Senhor, que és fonte de água viva.
Mesmo quando ninguém me entende, o Senhor me ajuda, o Senhor me firma, o Senhor tem misericórdia.
Assim, tão só em meio à multidão, eu sinto o cuidado do Senhor sobre a minha vida. Obrigada Deus.

Bjs

Fê

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uai gente!!!

Nossa, pelos números que acompanham (e os gráficos aqui não mentem!), esse blog tem cerca de 20 a 30 visitas diárias nos últimos meses. Mas poucos comentários. Qual teria sido a reação das pessoas ao lerem os meus posts? Eu escrevo coisas sem pretensões, coisas da vida, na verdade, coisas que penso, que acho, que não garanto. E ao constatar que esses posts despretenciosos têm sido lidos, eu ficaria IMENSAMENTE feliz em ter um feedback, um retorno, uma crítica, uma sugestão, uma palavra, sei lá, qualquer manifestação de que lê. Seria uma maneira de interagir, de refletir, de analisar. Pode ser anonimamente, mas já que eu abro meu coração e me exponho sem medo para tanta gente, inclusive pessoas que nunca vi (que já "deram as caras" por aqui, e aí eu passei a conhecer), e pessoas que nunca vi, nunca "deram as caras" e eu nunca saberei que são,  seria justo algum retorno. Isso me faria crescer enquanto pessoa. E acreditem, me ajudaria a tentar ser uma pessoa melhor. Que é o que mais quero.

Bjs,

Fê

Está chegando a hora...

Ah meu Deus.. Está se aproximando o dia em que faço o post de despedida do ano. E que ano! Não sei como passar tantos sentimentos para um "papel". Eu não quero fugir desse post, mas sei que mesmo tendo um 2011 onde tudo correu ao meu favor, eu vou chorar muito ao escrever, ao lembrar, ao refletir. Eu havia dito que 2010 foi um ano antagônico... disse isso porque não imaginava o que seria 2011... Esse sim, o ano mais antagônico de todos. Uma mistura intensa de alegria e dor. Muito intensa. Ficará marcado para sempre em minha vida. Tanto pelas alegrias, quanto pelas incontroláveis lágrimas (muuuuitas) derramadas...
Bom, isso é uma prévia... eu espero conseguir fechar o post de 2011. Espero que todas as minhas emoções que vierem à tona, me permitam. E, como sempre, vou seguindo com fé, rumo ao alvo: Jesus (se não fosse pela Sua infinita bondade, misericórdia e graça, eu nem sei como seria o final...). Vou deixar esse assunto para o último dia de 2011. Preciso vivê-lo ainda. Ele não acabou e tantas coisas ainda pode acontecer. Porque se tem uma coisa que eu NÃO posso reclamar e de não viver intensamente... minha vida é cheia de emoções... Daria um livro, uma novela, um filme... seja em qual forma, faria sucesso! kkkkkk

Bjs,

Fê

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A arte de agradar...

Se existe algo difícil, praticamente impossível nessa vida, é o "agradar". Agradar a família, agradar aos amigos, agradar profissionalmente, agradar o cônjuge, agradar os vizinhos, agradar a sociedade... Enfim, vivemos em um mundo onde de certa forma, criam-se várias expectativas em cima de nossas vidas, e para complicar, expectativas diferentes, que variam de acordo com o grupo, local, necessidades. E aqueles que se negam a viver para agradar, se negam a representar "papéis" diferentes, conforme a ocasião, muitas vezes são mal compreendidos, mal interpretados (porque a cada dia chego à conclusão que tudo é uma questão de interpretação e as pessoas, de um modo geral, são apenas "letradas", não conseguem interpretar nada!). 
A vida é um grande palco de teatro, onde cada um é protagonista da sua vida e para não desagradar seu público alvo, a cada ato é uma nova personagem. Aqueles que decidem ser um único personagem em todo esse teatro humano, costumam ser vaiados, apedrejado, ironizado. Cada público quer ver a personagem  transvertida de acordo com seus gostos e parâmetros. Aquele que ousar desafiar essa regra e se despir da personagem e passa a interpretar o seu próprio "eu",  tende a não cair no gosto do público.
Mas quem inventou, quem disse que estamos aqui para agradar? Quem decidiu que temos que ter várias máscaras e roupagens conforme o público alvo? Quem consegue agradar o tempo todo? Se por acaso, em um determinado momento, a sua platéia for heterogênea, com um público diversificado, qual será a sua personagem? Entrará na ingenuidade do maquineísmo, escolherá ser o mocinho ou o bandido, e torcer para que tudo acabe com um final feliz? Ah, eu não quero isso não.
Eu danço a dança da vida, teatro sagrado, no palco de Deus. E Ele é a única platéia que eu desejo ter. Ele é o público que eu quero agradar. Mas como interpretar algo para Deus, sabendo que Ele sabe da nossa essência e já conhece o final da história? Não resta dúvida : não há interpretação. Não precisamos preocupar se estamos agindo como bandidos ou mocinhos. Ficamos no palco da vida vestidos de nós mesmos, com todas as nossas qualidades e defeitos, e Deus, como público e ao mesmo tempo escritor, roteirista e diretor, não está ali para nos julgar. Ele está ali, nos vendo no palco da vida, para nos ensinar, lapidar, mostrar onde podemos melhorar, exorta, cuidar, amparar... Ele não está para julgar. Quem inventou isso de julgamentos e críticas foram os humanos. Eu não tenho a pretensão de agradar o meu público humano (até porque, todos estão, à sua maneira, fazendo suas interpretações e encenando personagens também). Minha vontade mais profunda é agradar a Deus. Mas ao mesmo tempo, não escandalizar a platéia, e sim edifica-la.
Agora, se estou agradando ou não, isso é outra história. O que importa é agradar o criador desse palco, chamado vida, e como Ele já me conhece (foi ele quem idealizou a minha personagem), o público restante terá que se conformar com a única personagem que interpreto: EU. Quem gostar, muito obrigada, aceito os aplausos com muito carinho, críticas construtivas (e feitas com educação) são sempre bem-vindas.... agora, quem não gostar, tem todo o direito de se levantar e ir embora. A cada retirada, haverá uma reflexão em busca de ser uma pessoa melhor...O que eu não aceito são vaias, uma vez que muita gente entra nos teatros sem convites...


                                                                  
Bjs,

Fê

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O resto eu não sei dizer...

                                                       
 
Ai meu Deus, eu pensei que 2010 foi terrível... e com tudo de bom que me aconteceu em 2011, por que eu estou conseguindo achar mais terrível ainda? 
Meu coração apertado, às vezes sinto que está tão pequeno, do tamanho da cabeça de um alfinete..
Eu sei que a alegria do Senhor é a nossa força. Eu sei que paz só em Jesus. Beleza, eu tenho temor a Deus, eu creio em Jesus como meu único e suficiente Salvador, eu sei que a graça de Deus me basta e é somente o que eu preciso para ser feliz. Eu já pedi, implorei, aliás, eu peço a graça de Deus sobre mim TODOS os dias. Em relação à minha salvação, estou tranquila, pois apesar de miserável pecadora, eu já aceitei Jesus e tenho certeza do meu nome no Livro da Vida.
Eu quero que Jesus volte logo. É difícil viver em um mundo e não se sentir compreendida. Parece que falo uma língua diferente dos outros, porque ninguém entende o que eu falo. Na verdade, não dá para desenhar sentimentos. E o que eu sinto, nem eu sei dizer.
Eis aqui o meu "diário virtual", onde me exponho (já me alertaram sobre isso, minha família não gosta nadinha dessa minha exposição!), eu desabafo, eu falo o que quero, o que sinto e pronto. Eu não estou nem aí para o que vão achar, se vão pensar que sou "coitadinha", se sentirão pena, se vão criticar pelo fato de ter tudo o que quero e não saber ser grata, se alguém se identificará... eu estou pouco me lixando para isso tudo. Na verdade, eu tenho me blindado em relação a opiniões. Porque "pitaco" na vida alheia é o que o povo gosta de fazer. Fica todo mundo numa hipocrisia, vivendo num mundo de faz de contas, onde todos são lindos, felizes, viajam para lugares maravilhosos, comem nos melhores restaurantes, são só sorrisos. Ninguém expõe suas fragilidades, seus choros. Porque existe uma competição inconsciente de quem é mais feliz, quem é mais bonito, quem é melhor. Nossa, e eu fico só observando, gente que eu sei onde o calo aperta, mas publicamente esse calo não existe. Ah, cansei. Cansei de tanto faz de conta. Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira. Eu não me engano, não engano quem está ao meu redor e nem mesmo que pouco me conhece mas lê essas bobagens que eu posto. 
Eu escrevo porque sou livre, e essa é uma maneira de aliviar o peso de qualquer coisa. Azar quem acha bom, quem acha ruim, quem não acha nada.
Só sei que nesse mundo de ilusão, eu não estou legal. E não é porque eu não tenho Jesus (porque eu tenho, e quem é alguém para discutir isso comigo!), não é porque me falta coisa materiais (porque tenho até mais do que preciso, e na boa, não sou apegada à coisas materiais... roupas, maquiagens, carros, isso não me deixa mais motivada, odeio um shopping, por exemplo.) não me falta amor e carinho (tenho muito, mas a carência é tanta que sempre acho que podia ter mais..rs rs). Enfim, diante de muitos olhos eu sou uma perfeita ingrata. Na verdade, eu sou uma ingrata imperfeita. E não quero saber de perfeições. Eu não gosto de nada muito politicamente correto. Gente certinha demais me cansa. Pessoas que dão satisfação de tudo para uma entidade chamada Igreja, para mim, são inocentes, quem sabe um dia acorda? 
Na verdade acho que a raíz das minhas muitas lágrimas e problemas se encontra no fato de eu não me "encaixar" muito bem nesse tempo, nessa época, nessa geração... Eu nasci na "geração Coca-Cola, geração "Y", mas na verdade, queria estar na geração "paz e amor".. rs rs rs..
Um dia eu largo tudo, chuto o balde, e vou viver como Marx idealizou: de dia vou pescar, à tarde vou ler um livro e à noite, após refletir sobre o livro, ficarei contemplado as estrelas... Ah, isso é que é vida!

Bjs,

Fê    

domingo, 4 de dezembro de 2011

Welcome to reality...

                                                     
 "Se você conseguir ser perfeito, despeça-se do mundo, aqui não é o seu lugar. Se não conseguir, seja bem vindo a raça humana."
Muitas vezes eu disse para mim mesma e para aqueles que vivem muito próximos a mim, que eu não era desse mundo, ou melhor, que esse mundo não era para mim. Que eu não entendia tanta injustiça, tanta maldade, que eu não conseguia me defender desse mundo cão, eu não nasci para ser selvagem. Questionava a Deus o por quê viver em um mundo em que, na maior parte do tempo, me trazia contrariedade, decepções, raiva, medo. Tanta coisa não fazia sentido para mim. Não fazia? Tanta coisa continua sem sentido para mim.
Às vezes parecia que vivia em um outro planeta, acreditava no que as pessoas falavam, acreditava no que elas demonstravam ser. Acreditava que haveria justiça, acreditava que havia amor ao próximo. E quantas vezes já escutei: "E em coelhinho da páscoa, você acredita?"... Nossa, era como um soco no estômago, eu não podia aceitar que minhas convicções estavam erradas, que as pessoas podiam ser tão más... que amigos se perdiam por dinheiro, que em alguns lares, ao invés de aconchego, se vivia aflições... E a cada soco no estômago eu realmente acreditava que estava no lugar errado. Ou eu não era desce mundo ou o mundo dos outros não era o meu.
                                                              
A vida foi mostrando que se não brigasse, se não desce o grito, eu perderia algo que me era de direito. Que se eu não falasse o que pensava, outros falariam por mim e não falariam o que eu queria dizer. Que se não crescesse emocionalmente, eu não iria dar conta. 
Foi duro. Foi difícil, mas tive que aprender a lhe dar com tudo isso. A entender que nada era perfeito e que na verdade as pessoas não eram felizes. Deus contemplou os meus anseios, tudo o que meu coração sonhou Ele me deu (e continua me abençoando dessa forma incondicional, mesmo sem o menor merecimento), e a cada desejo realizado eu percebia que não era nada daquilo, que não minha alegria não estava ali. Verdadeiras lições.
Demorou, mas também entendi que nem todos são meus amigos, que nem todos os que riem para mim querem o meu bem. Demorou para eu aceitar que quando eu me aproximava de alguém e essa pessoa demonstrava nitidamente que não estava interessada na minha amizade, que a errada era eu, pois ninguém tinha que gostar de mim não. Eu não entendia isso. E já chorei demais por essas coisas.
Foi difícil aceitar que, para eu conquistar meu lugar, de repente alguém teria que perder o seu. Uma lei bruta. Eu não entendia...
Um dia alguém me comparou à uma taça de cristal: falou que eu era "bonita, frágil, e que precisava de toda proteção". Isso me assustou. Como assim? "Sim, proteção, porque você não sabe viver e nem lhe dar com esse mundo." Mas e então? O que eu faço? "Seja um ser humano, encare a vida sem medo, erre, magoe, responda, grite, sorria, chore, pule, revolte-se..." É. Ela tinha razão. Eu não podia viver para sempre no país das maravilhas, no meu mundinho cor de rosa. Sem noção. Eu não terei pessoas o tempo todo, a vida inteira para me defender, para me proteger. Em algum dia, em algum momento, será eu, cara a cara com a situação, e a decisão terá que ser minha. E de forma racional, adulta, no mundo selvagem.
Estou mudando a postura. Estou me esforçando ao máximo para enxergar o ser humano, com todas as suas mazelas. Estou saindo do meu mundo quase infantil (mas que era infinitamente melhor) e a janela da vida está aqui, na minha frente.
Eu continuo não conformando, buscando o fim da injustiça, tentando convencer a todos que o mundo não pode ser tão mau. Mas ao mesmo tempo agora eu respondo à altura, eu falo o que realmente penso sem me importar com o outro lado, e não estou nem aí para o que pensam de mim. Estou fazendo o que gosto, do jeito que quero, e quem se incomodar que não fique perto. Luto pelos meus direitos sem dó, mato um leão por hora, corro atrás dos meus objetivos e estou tirando tudo o que não quero do meu caminho. E isso tem causado estranheza, admiração, indagações, surpresas. As pessoas não se acostumam e nem se conformam com esse novo "EU". Tudo bem gente, eu também não queria que fosse assim, mas a vida me obriga. Eu não quero magoar  ninguém, mas o que tiver de ser dito será, o que tiver de fazer, farei. Sem medo, porém com senso. Calma... Eu só caí na real e virei ser humano. Caso contrário, eu teria que sumir desse mundo. 
              
Bjs,

Fê

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Olá gente! Ando muito reflexiva esses dias... tenho muito a escrever, mas por enquanto, alguns textos têm falado por mim, refletindo meus pensamentos, algumas respostas, algo que eu queira expressar, e às vezes, não sei como.
O texto abaixo, é um dos que mais gosto e tenho pensado muito nele.Resolvi publicá-lo para compartilhar a beleza de sua mensagem, e te convido para ler e refletir... Até certo tempo, para mim, era mais um texto. Hoje já o vejo como reflexo do que sou, ou melhor, tenho tentado ser, tenho me tornado... O que não se aprende na escola e às vezes nem em casa, a vida se encarrega de ensinar. E eu sempre levando lições dessa vida...

Passeio Socrático

por Frei Betto  publicado em 20/9/2008.

"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:

- "Qual dos dois modelos produz felicidade?"
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:

- "Não foi à aula?"

Ela respondeu: - "Não, tenho aula à tarde". Comemorei:

- "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde".

- "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..."

- "Que tanta coisa?", perguntei.

- "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: - "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! - Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!"O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno.... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

Bom, é bem isso aí!
Bjs,

Fê

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Remédio? Vamos de mãos dadas...

                                                     
                                               

Que bom seria se tivéssemos remédios para todas as dores. Eu disse TODAS as dores, e isso incluí as dores da alma, do coração, da mente. Até porque acho que essas são as piores. Melhor quebrar um braço do que se decepcionar com alguém em quem você confiou, por exemplo.
Algumas pessoas ao meu redor estão sofrendo com essas dores. Para uns, pode parecer exagero, insignificante. Mas a pior dor é aquela que estamos sentindo. Então, porque subestimar a dor alheia? Se para você não passa de uma "bobagem", de uma frescura, para quem a está sentindo não é assim. Incomoda, machuca, faz chorar. E quem somos nós para julgar qual dor é pior? Ou qual dó mais?
Eu, em especial, não tenho andado lá muito bem, e não tenho o menor pudor em escrever isso aqui, pois atire a primeira pedra quem vive num mundo cor de rosa! Claro que existem pessoas que disfarçam sua dor, suas vulnerabilidades, seus pontos fracos. Essas pessoas querem mostrar o tempo todo que está tudo muito bem, que a vida é só sucesso, que não amarga nenhuma tristeza. Eu nem me atrevo a julgar esse tipo de gente. Só me atrevo a emitir um opinião especificamente minha sobre essas pessoas: geralmente, essas que querem demonstrar que a vida é SEMPRE linda e bela, que não têm problemas etc, normalmente têm baixa auto-estima, são carentes, precisam provar para si mesmo e para os outros que nada vai mal, que tudo anda sempre dentro do esperado. Elas conseguem sorrir quando o coração está triste, conseguem disfarçar quando alguém pergunta se está tudo bem, mas são as que mais choram no seu universo particular. Eu acho lamentável, pois quando conseguimos dividir um pouquinho do fardo, ele, EVIDENTEMENTE, fica mais leve.
Bom, mas como eu dizia, eu não ando muito bem, pois as dores da alma, ou da mente, se não forem bem direcionadas, acabam influenciando fisicamente. E foi o que aconteceu comigo. Calma, eu não estou doente e nem morrendo, mas eu deixei as coisas chegarem a um ponto tal, que minha saúde física foi abalada. E agora tive que parar tudo para cuidar de mim. É, porque não tem jeito,  a gente tenta levar, acha que dá conta, mas quando o corpo "grita", aí já era, não adianta tentar não, tem que dar ouvidos e obedecer aos seus "comandos". No meu caso estou de licença médica, tomando alguns medicamentos específicos, seguindo uma alimentação direcionada, e tentando não me estressar. 
Passo esses dias tentando repousar (o que confesso, não é algo difícil para mim não! kkkkkk), lendo, ouvindo música, vendo TV, navegando pela internet,  viajando (viajo novamente essa semana), mas estou fora da minha rotina. E a rotina da gente faz falta. Não que seja bom ter um roteiro na vida, mas que às vezes me sinto meio perdida, com o dia longo, isso eu sinto. Mas sei que faz parte, é necessidade, não é vontade.
Mesmo com essa situação que aos olhos dos outros não parecem animadoras, eu tento sim, animar alguns. Eu vejo que não sou a única a passar por problemas, (aliás, acho que nem tenho problemas sérios mesmo), e vejo que têm muita gente ao meu redor (nem vou falar das dores do mundo, isso nem conta aqui) sofrendo as dores da alma. Algumas me ligam, pedem ajuda (kkkk, parece engraçado, eu não aguentando nem eu mesma e gente me pedindo ajuda! kkk, mas eu tenho o MAIOR PRAZER em pelo menos TENTAR ajudar, ou com alguma palavra (eu e minhas palavras), ou com uma oração, ou até com meu silêncio, pois algumas pessoas querem apenas falar, desabafar, elas não estão ligando para me ouvir, e sim para que eu as ouça. E eu (tagarela demais!!!), nessas horas, sou toda ouvidos.
Algumas pessoas não me ligam para falar de suas dores, mas pelo fato de as conhece-las bem, eu sei que não estão bem. Eu respeito o fato de não quererem falar. Elas me ligam, não falam de suas dores, mas elas querem ouvir algo que as console. E eu, de alguma maneira, tento ajudar do jeito que dá. 
Eu faço qualquer coisa para ajudar alguém que precise. O lamentável é que eu não tenho remédios para as dores da maioria das pessoas. Porque poucas estão com dores físicas. Geralmente lhes doem a alma. E para esse mal, só Deus tem o remédio. Mas percebo que o fato de ouvir, de entender, de não julgar, de saber que, por mais que pareça insignificante, aquela dor tem doído demais, já ajuda. E não tem nada melhor para me "auto-ajudar" do que saber que posso aliviar o sofrimento de alguém, nem que seja por alguns minutos. Isso é revigorante. E eu aprendi a aceitar algumas coisas sem fazer muito drama ou sem querer esconder de Deus e o mundo. Se eu tenho algum problema, se eu sinto alguma dor, se eu estiver chorando, não vou sair gritando isso pela janela, mas também não vou negar, não vou fingir que está tudo bem só para dar a entender (não sei pra quem e nem pra quê), que eu sou inabalável, que nada me atinge... o que eu vou ganhar com isso? Não vou sair alardeando meus sentimentos de forma vã, mas se me perguntarem, eu não escondo, eu falo que remédio estou tomando, em que médico estou me tratando, os resultados esperados, os resultados até então surtidos.. enfim, não tenho o menor problema com isso.
Se você me "empresta" seu ombro, sua companhia, seu sorriso, sua preocupação, e isso é recíproco, pronto, acho que juntos estamos no caminho certo. Vamos de mãos dadas, afinal ninguém está livre das dores. Nem sempre há remédios específicos e imediatos. Mas aqui sempre terá uma boa intenção e disposição em ajudar, dividir, somar, compartilhar... E vamos de mãos dadas, eu até gostaria de citar alguns nomes de queridos(as) que me lembrei o tempo todo enquanto escrevo, mas preferi não, pois primeiramente sua privacidade comigo SEMPRE será resguardada, e também, para não parecer que nossas mãos dadas fecharam um círculo e que não cabe mais ninguém. SEMPRE, haverá espaço para mais um... quem quiser nos dar as mãos, pode vir, a gente tem uma palavra, um sorriso,ouvidos, silêncio que nos ajudam a caminhar, muitas vezes sem remédios, mas sentindo menos dor. E a gente se cura, machuca de novo, mas estamos indo, sempre de mãos dadas...

Bjs,

Fê

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Para viver...

Nossa, que saudade do meu cantinho... só meu, onde sou livre para expressar, sonhar, voar... Tanto tempo sem postar nada, mas nunca abandono meu espacinho. Já se passaram tantos dias, tanta água já rolou, tantas lágrimas foram derramadas, quantas gargalhadas dei? Nossa, muitas! Já fui, já voltei, já deixei saudades (para alguns, rs rs), voltei morrendo de saudades de outros (alguns também.. rs rs), tudo andando tão rápido, ou melhor, tudo correndo, tudo voando... Quantas coisas eu teria para escrever aqui! Eu poderia pensar em temas relacionados aos últimos acontecimentos na minha vida: volta à escola após 112 dias de greve, viagens feitas e viagens já agendadas, saúde, momentos de choro, momentos de risos, companhia da família (encontro geral!), licença médica, valor de alguns amigos, etc, etc, etc... 
Mas decidi pegar um texto que li, e que de certa forma,expressa um pouquinho de tudo que se move em meu coração agora. Espero que reflitam (como eu refleti) e curtam. É muito bacana:



"Se não quiser adoecer "

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela


Em breve voltarei e postarei mais coisitas, pois tenho muita coisa para contar na minha vida, graças a Deus!

Bjs,

Fê

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Saudades, mas hoje não dá...

Nossa, ando meio sumida do meu cantinho.. e estou sentindo uma faltaaaaa! 
Em breve quero postar o que já até escrevi.
Mas é que nesse momento as coisas ainda estão se encaixando e ainda não estão coloridas.
Quero voltar aqui bem mais feliz. E trazer palavras alegres..

Mas hoje não dá... Como disse Renato Russo, "vou consertar a minha asa quebrada e descansar.."

Bjs,

Fê

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não quero que descolora...

Hoje eu quero algo alegre, algo que me faça sorrir... e é bom lembrar da minha infância... me deixa feliz. Queria ter a imaginação das crianças... Na verdade eu queria voltar o tempo.. eu queria fazer muitas coisas iguais e outras bem diferentes. Eu queria ter de novo a minha avó...   :(

Pena que o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença, muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar...


                                                              

Não quero que descolora...   :(

Bjs,

Fê

sábado, 15 de outubro de 2011

Aos professores...

                                                         


Aos Professores

Aos Professores
As bolas de papel na cabeça,
os inúmeros diários para se corrigir,
as críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.

Que bom que esta tua vocação
tem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
quando em seu dia-a-dia
tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
consegue olhar os olhos
de todos os outros e fazê-los felizes também.

Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
o teu coração a cada dia,
dando-te tanto prazer em ensinar.

Homenagens, frases poéticas,
certamente farão parte do seu dia a dia
e quero de forma especial, relembrar
a pessoa maravilhosa que você é
e a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
hoje e sempre, por aquilo que você é
e por aquilo que você faz.

Felicidades !!!

 (Autor desconhecido)

Acredito no valor de cada professor. Eu sei a importância que têm. E tenho a esperança que um dia o mundo também perceberá...


Bjs,

Fê

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Confiança...

...Quero ter alguém com quem conversar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim...
Renato Russo
Acho que nem é preciso dizer muita coisa. Amizade, confiança, lealdade é igual vaso de porcelana: uma vez que se trinca, nunca mais volta a ser o mesmo. 
Todos nós estamos sujeitos a nos decepcionar com as pessoas. Fazer o que? Os seres humanos erram, todos erram, e lógico, eu e você erramos também. Pode ser que já tenhamos quebrado a confiança em alguém e nem sabemos, ou se ficamos sabendo, pode ser que não conseguimos consertar mais.
Diante disso, do fato de sermos humanos e estarmos sujeitos a errar, decepcionar, desagradar as pessoas, Às vezes sem essa intenção, o que quero deixar como mensagem aqui é sobre o perdão. Perdoar alguém que te magoou, que de alguma maneira de fez sofre, chorar, se sentir injustiçado, não é fácil, mas é possível. E mais que isso, é nobre. Eu graças a Deus, nunca tive problemas em perdoar. Muitas vezes já me fizeram chorar, mas com um simples pedido desculpa, ou com uma tentativa de reaproximação, eu logo deixei o ressentimento ir embora. Isso não quer dizer que fica tudo ótimo. Fica tudo bem, mas na alma sempre fica uma cicatriz. Enquanto humanos, ainda acho difícil perdoar e esquecer totalmente o que te fez sofrer. De alguma maneira, a gente acaba lembrando, pode ser porque passamos pelo mesmo lugar onde tudo aconteceu, pode ser uma música que te remete ao ocorrido, pode ser até a fisionomia de alguém para te fazer lembrar do que passou. Acho que quem perdoa e de fato ESQUECE para sempre, é só Deus. Claro que não estou falando aqui das bobagenzinhas do dia-a-dia que nos aborrece. Isso terá sempre, e se tudo fosse levado à ferro e fogo, estaríamos perdidos. Falo daquelas situações que realmente nos marcaram, nos fizeram chorar muito, às vezes, até nos adoeceram. São essas que deixam cicatrizes eternas. E perdoar é um eterno aprendizado e exercício diário que temos em nossas vidas.
 Mas como já disse o pensador, escritor, jornalista, Caio Fernando de Abreu, "Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo (…) Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi."



See You Soon

(Coldplay)

So you lost your trust,
And you never should have, you never should have,
But don't break your back,
If you ever see this,
Don't answer that.

In a bullet proof vest,
With the windows all closed,
I'll be doing my best,
I'll see you soon,
In a telescope lens,
And when all you want is friends,
I'll see you soon.

So they came for you,
They came snapping at your heels,
They come snapping at you heels,
But don't break your back,
If you ever see this,
Don't answer that.

In a bullet proof vest,
With the windows all closed,
I'll be doing my best,
I'll see you soon,
In a telescope lens,
And when all you want is friends,
I'll see you soon,
I'll see you soon.

And oh you lost your trust,
And oh you lost your trust,
And oh don't lose your trust,
And oh you lost your trust.


Tradução:

Vejo Você Em Breve

Então você perdeu sua confiança,
E você nunca deveria ter perdido, nunca deveria ter perdido
Mas não se preocupe
Se você viu isso
Não responda aquilo.

Num colete a prova de balas
Com todas as janelas fechadas,
Eu vou estar fazendo o meu melhor
Vejo você em breve
Em uma lente de telescópio,
E quando tudo que você quer for amigos,
Vejo você em breve

Então eles vieram por você,
Eles vieram estalando seus calcanhares
Eles vem estalando o seu calcanhar
Mas não se preocupe
Se você já viu isso
Não responda aquilo.

Num colete a prova de balas
Com todas as janelas fechadas
Eu estarei fazendo o meu melhor
Vejo você em breve
Em uma lente de telescópio,
E quando tudo que você quer for amigos,
Vejo você em breve
Vejo você em breve

E oh, você perdeu sua confiança
E oh, você perdeu sua confiança
E oh, não perca perca sua confiança
E oh, você perdeu sua confiança

sábado, 1 de outubro de 2011

Não cruze os braços...

 " Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes..." ( Engenheiros do Havaii)
 Pois é... nunca vi tanta alienação. Juventude alienada. Ah não!!!!

 A música abaixo tem mais de 30 anos e continua mais atual do que nunca. "O pior cego é aquele que não quer enxergar".  Acorda Brasil !!!!



 Homenagem Ao Malandro

Chico Buarque

Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central.


Deu para entender?  Podemos cruzar os braços e ficar na platéia? Ai, meu Deus, não dá não, mas quem está disposto a sair da platéia? Quem está entendendo tudo isso? Será preciso desenhar? rs rs rs..

Bjs,

Fê

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Olha a primavera aí....

                                                      

Olá pessoal! Estou super feliz, pois a primavera finalmente chegou. Chega de frio!  (Apesar de que ainda estou sentindo um friozinho... será só eu???). Bom, mas como eu já havia dito antes, Setembro é o mês mais lindo e especial do ano. Primeiro porque foi nesse lindo mês que eu nasci, para abrilhantar mais esse mundo e alegrar a vida de muuuita gente! (rs rs rs, modéstia às favas, é verdade!). Segundo porque é o mês que dá início à estação mais linda do ano, que é a primavera! Onde as flores, cada uma mais encantadora que a outra, aparecem em todos os lugares, o céu fica azulzinho, o sol brilha forte, e nós, vendo tudo isso, ficamos mais felizes.
Hoje por exemplo está um dia lindo, desses que dá vontade de arrumar uma cesta com muita coisa gostosa, uma toalha xadrez , chamar os amigos e ir para um lugar com bastante verde, árvores, flores e fazer um piquenique, bater muito papo, rir bastante e voltar feliz da vida.
Enfim, que bom que chegou essa estação tão linda, vamos aproveitar cada dia, e quem puder, plante uma árvore ou uma flor... quem sabe na próxima primavera ela estará enfeitando o mundo...

Bjs,

Fê   : )

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tédio...




Alô!
Sabe esses dias
Em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...
(Refrão)
Sentado no meu quarto
O tempo vôa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Prá livrar-me desse tédio...
Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...
(Refrão)
Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...
(Refrão)
Tédio!
Não tenho um programa
Tédio!
Esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia eu fico cego
Me atiro deste prédio...       Nota minha: Nem pra tanto... mas...

 
Hoje acordei animadinha. Tinha uma festa para ir à noite. Então arrumei as unhas, o cabelo estava no jeito e tal. Liguei para o meu bem e falei para ele não demorar a chegar, porque eu não queria atrasar. Mas com o decorrer do dia, de mansinho, ele veio chegando, chegando e bateu: O TÉDIO. Pois é. Desisti da festa. Quando o tédio bate, pelo menos em mim tem um efeito estranho: me dá vontade de ficar bem quieta, sem fazer nada, sem sair, sem nem conversar muito. Tédio, muito tédio. Em plena sexta à noite, linda por sinal, de primavera, eu com muito tédio. Ahhhhhhhhhhhh! Tem dó!  : (


Bjs,

Fê